Intuição, do que estou falando afinal?

Intuição, do que estou falando afinal?

Já aconteceu com você de pensar em alguém e logo depois tocar o telefone e ser a pessoa que você estava pensando? Ou de ter um insight de rever aquele trabalho sem motivo aparente e descobrir que tinha algo importante para corrigir? Muitas vezes nos aparecem respostas ou direcionamentos do caminho a seguir que não sabemos racionalmente de onde vieram.  E por não saber, temos receio, dificuldade de confiar e a pergunta que mais ouço é: como saber se algo que sinto ou percebo é intuição ou algo que criei na minha mente?

E respondo com outra pergunta: você sabe o que é intuição? Antes de saber como reconhecer a sua intuição é necessário saber o que é.

A palavra intuição vem do latim intuitere, formada pela junção “in” (dentro) e “tuere” (olhar para). Por esse olhar, intuição seria habilidade de olhar para dentro.

Eu imagino que dentro de você deve estar gritando a pergunta: como “olhar para dentro” pode me fazer perceber antecipadamente quem vai me telefonar? (ou mandar uma mensagem no whattsApp, nos dias de hoje).

A Psicologia e a Ciência da intuição

Para a Psicologia, Renate jost de Moraes no seu livro Inconsciente sem Fronteiras diz que “a intuição é uma compreensão instantânea, integral, ampla e profunda de fatos e acontecimentos, que não são limitados pelo tempo, pelo espaço e pela matéria, e que acontecem em nível inconsciente. É uma percepção, uma apreensão, um entendimento da situação, de maneira não racional.”

Nós viemos da era da razão, onde o entendimento intelectual, a prova de fatos, fundamenta o que é de conhecimento verdadeiro. A ciência precisa provar para considerar um conhecimento válido. A maioria de nós aprendeu a pensar dessa maneira, onde os fatos nos mostram as respostas. No entanto, percebemos que existe algo a mais, sentimos que existe uma capacidade inerente de, muitas vezes, saber as respostas de uma maneira não lógica.

Essa era da razão, embora imperando, está abrindo espaço para conversar com outras instâncias de conhecimentos, antes considerados místicos, como os estudos do inconsciente, o ser humano energético, base das medicinas orientais e a espiritualidade.

A própria ciência vem se debruçando para compreender como ocorre essa capacidade de entendimento, percepção não racional, que podemos chamar de intuição. E é apaixonante o que essas pesquisas nos revelam! Existe sabedoria biológica, bioquímica por trás dessa capacidade. Da mesma maneira que sabemos que o estômago produz ácidos para a digestão estamos descobrindo o que acontece com nossa fisiologia que permite reconhecer a intensão de uma pessoa que se aproxima sem conhece-la.

Considero os estudos profundos do inconsciente de Carl Gustav Jung, fundador da Psicologia Analítica um “divisor de águas” que permitiu essa conversa entre razão e o que era chamado de misticismo. Ele ampliou a ideia do inconsciente. Além da mente consciente e inconsciente individual, existe o inconsciente coletivo, que conecta as instâncias inconscientes individuais sem tempo e espaço, agrupando o conhecimento universal.

A física, com os estudos da quântica, também fundamenta essa ideia. Amit Goswami traz a ideia de que consciência está em tudo, numa molécula ou partícula, logo as informações do todo podem estão registradas numa pequena parte e podem ser acessadas.

O conhecimento do funcionamento do cérebro também nos permite saber como oscilam as ondas cerebrais e geram diferentes percepções da realidade.

Estudos do coração demonstram que ele é o nosso centro intuitivo! O Instituto HearthMath demonstrou que o coração é o centro eletromagnético do corpo, emanando 5 mil vezes mais eletromagnetismo que o cérebro e seis vezes mais eletricidade.  Cerca de 60 a 65% de suas células são neurais, exatamente como os neurônios cerebrais. Esse complexo neuronal é gerador de uma inteligência própria, particular que proporciona um saber intuitivo, direto que constitui parte essencial da nossa inteligência global.

Muitos consideram a intuição como sexto sentido, mas ela pode ser considerada o primeiro sentido, aquele que nos conecta com o universo e com o nosso poder pessoal.

Estamos vivendo num momento onde a humanidade em grande escala irá mudar a maneira de percepção, caminhando para uma expansão onde o foco de ação será a energia, que move a manifestação material.

As ciências olharão cada vez mais para o sutil, o que está além da matéria. Assim, o ser humano, percebendo o mundo invisível ao qual é constituído, se percebera parte, conectado com tudo e com todos, integrante do planeta,  o qual está por abrir seus portais.

A intuição trará a reconexão com a parte mais profunda de nós mesmos mesmos e, consequentemente, com o todo, o que nos coloca como responsáveis por nós e pelo meio. Cada pessoa já é um canal de recepção e transmissão, mas passará a tomará consciência disso e do seu papel como célula do grande ser Terra.

Esse é um caminho de expansão do chacra cardíaco e, naturalmente, de disseminação do amor, vamos juntos?

Bia Rossi

Pesquisadora, terapeura Bodytalk

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